segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sinto falta de ti

Sinto falta...

Do carinho que vinha de ti...

Do abraço me abraçando de amor!

Do sussurro baixinho da tua voz

Suspirando de emoção no meu ouvido...

Do prazer ousado dos nossos corpos

Do teu cheiro de homem inconfundível

Do calor intenso que acendia

A chama da paixão entre nós

Do aroma aprazível que emanava de ti...

Dos sonhos sonhados juntos

Do companheiro e amigo

Das almas intrínsecas

Numa aliança de desejos

Confessos um ao outro...

Dos ciúmes sem nexos

De um olhar para o lado

Roubando-me um segundo de ti...

Desse gostar gostoso

Que me alimentava de amor

Do sabor dos teus lábios

Num beijo macio

Provocando meu corpo...

Das horas medidas no tempo,

Para gritar todo esse amor!...

Do olhar de malícia

Insaciável do teu querer

Deliciando minhas curvas

Querendo me ter...

Dos segundos mágicos

Que se perdiam entre nós

Conspirando a favor

Desse louco amor!

Da saudade

Quando despedia

Do último encontro...

Das palavras que ficavam em silêncio

Na compreensão mútua de um olhar...

Do apego pego no colo dos sentimentos...

Do carinho desalinhando meus cabelos

Misturando nós dois...

Da face dedilhada nas pontas do amor!

Do cálice bebido junto

Num jantar romântico

De velas... Do som ao fundo

De flores entregues...

Do bilhete dizendo: Eu te amo!

Sinto falta de ti

Quando percebo tua ausência

Numa lágrima derramada do meu peito

Em infinitas lembranças de nós dois...

Sinto falta desse amor bonito

Escrito da alma

Confesso em versos

De um poema dedicado

A saudade traga do coração

Nesse momento de solidão

Que paira sobre as lembranças

De fotografias de nós dois

Em amor eterno...

amor de uma sereia

Filha do mar,

corre ondas de todas as cores,

em busca do amor

e nasceu no anseio das vagas

em grutas de cristais.

Bradou às ondas,

que a levassem para terra,

porque de corpo pertence à água,

mas de pensamento ao beira-mar.

Queria nas finas areias da praia

beijar um belo pescador…

mas o choro das ondas

cruéis e amadas,

fizeram-na esquecer o amado

e ao seu velho rochedo voltar.

Enfeitiçou-se por ela o desditoso,

quis levá-la para as areias

onde sem cauda o foi beijar.

Pobre sereia,

seu coração a ele pertence

mas o corpo à imensidão do mar.

Desditosa,

pobre açucena apaixonada

mergulhou até ao fundo

em busca do rei dos mares.

Neptuno manteve-a aprisionada

e para sempre designada

aos barqueiros arrebatar.

Ao despedir-se dele

pisou pela última vez os graciosos areais

e com o gosto do seu beijo

pelas ondas se deixou guiar.

Esvaneceu-se por amor,

mas estará para sempre no mar.

Ainda hoje se ouve o canto

da desventurada sereia

que em noites de lua cheia

lembra seu amor

aos enamorados

que pelas dunas passeiam.

o segredo do mar

O segredo do mar

aliado ao vento

ninguém pode lutar

contra a força do tempo

a sua fúria é tão forte

que ninguém prevê

qual a sua sorte

mesmo perto, não vê

quando a terra se move

fica incomodado

parece que morre

quando está parado

parece que dá urros

de animal feroz

passa galgando tudo

chegando até nós

é medonho e terrível

o vento o iguala

qual deles o mais temível

nenhum deles se cala

engole e destrói

tudo por onde passa

o vento e o mar

semeiam desgraça

quem pode lutar

contra a natureza

o vento e o mar

e a sua braveza

o vento e o mar

são inseparáveis

quando um se calar

são tempos instáveis

ao vê-lo tão calmo

quem pode imaginar

que uma onda gigantesca

á praia vai chegar

este mar tão desejado

que banha o mundo inteiro

tão belo como salgado

tão meigo como traiçoeiro

quem souber o seu segredo

diga quando vai chegar

mete sempre tanto medo

mesmo chegando devagar.

odiar-te ou amar-te??

Odeio-te!

Como te poderei odiar

Se te amo tanto?!

Odeio-te,

Tu és o sol que se oculta nas nuvens da indiferença

E que provoca todo este dilúvio de sentimentos

Que me fatiga e enlouquece

Odeio-te!

Tu eras o sonho que se deitava comigo,

Eras luz da esperança

Que entrava pelas janelas abertas da minha alma

Todas as manhãs.

Odeio-te!

Eras o sonho estéril e maldito

As marés encrespadas, o naufrágio,

Do meu pobre barquito.

Odeio-te!

De tanto te amar...

Odeio-te

Odeio,
Tudo o que me faz pensar em ti
Odeio,
Tudo o que me faz amar-te
Odeio,
Tudo o que não me deixa odiar-te
Odeio,
Tudo o que me disseste
Odeio,
Todas as vezes que me fizeste sorrir
Odeio,
Todas as vezes que me fizeste chorar
Odeio,
Todo o tempo perdido a pensar me ti
Odeio,
Todas as letras gastas para te fazer mudar
Odeio-me,
Por gostar tanto de uma pessoa como tu
E no fim deste ódio todo
O que sinto não é raiva
Não há nada de rancor
É simplesmente um profundo amor
Entranhado bem lá no fundo
Com vontade para ficar
E tentar aguentar
A recordação...
Ficaste no coração
E lá, talvez vais ficar...
De sempre...
Para sempre...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Saudade

Ah!!!
Porque em certos dias ela chega?
Uma saudade doída...
Saudade de alguém...
Um alguém que não conheci...
Mas sei..... Amei!
Saudade de um passado vivido.
Dos sorrisos, dos abraços.
Do bosque.
Onde tudo era brincadeira.
Onde o tempo não corria.
E no mundo só existia..
"Eu" e "Tu".
Dos beijos roubados,
Dos olhos nos olhos.
Momentos em que as palavras não existiam.
Bastava olhar ......e já sabíamos um do outro.
Fecho os olhos e vejo você.
Estendo a mão....posso tocá-lo!
Acordo!!!
Descubro que sonhei com você de novo...
Onde está?
Em algum lugar do passado?
Volta!
Sinto Saudade..

perfume

Ah, esse seu perfume, que sinto no ar!
Que me traz saudade, nessa lembrança
Da essência, que ainda está em meu corpo
E sinto-a intensa, despertando-me esse amar.

No corpo, que se entrega e perde-se em amplas carícias
Ao toque do seu beijo, em meu cego delírio, te desejo!
Cometendo o pecado de querer-te e amar-te em malícias
Nesse amor distante, mas, que te sinto em pensamento.

Essa sua candura, que me extasia e invade a minha alma
No desejo de você, desnudando-me agora por inteiro!
Provocando-me, momentos plenos de bem-estar
Nessa lembrança insana, sentindo esse prazer vivo
Mesmo que, ainda distante, nesse instante
Tenho a certeza, que estás ao meu lado!