Percebi que te amo mesmo. Que és o tal. Não sei se foi por sentir que não me devias explicações como eu não te devia a ti. Só sei que me senti bem ao teu lado, mesmo só como amigos. Senti que me amas. Senti que me proteges. Que me olhas. Que me admiras. Que te preocupas. Que me desejas. Senti que não tinhas obrigação de fazer nada e sei que as coisas te saíram espontâneamente. Senti que pertencemos muito mais que imaginava um ao outro. Senti que sei muito de ti como sabes de mim. Senti que é para ti que o meu olhar se dirige. Senti o teu carinho que não tenho sentido, ou não me tenho permitido sentir.
Todas as dúvidas foram embora. Percebi o que é o verdadeiro amor. Mostraste-me que gostas da minha presença, da minha companhia sem obrigações ou coisa parecida. E isso faz-me bem. Sinto-me bem. Estando ao teu lado, ali como qualquer pessoa nas tuas ferias junto de ti e da tua família, naquele teu mundo, senti que pertenço a esse mundo. Que me identifico. Senti que me queres ao teu lado. Senti que, acima de tudo, sei ser tua amiga.
Senti, e sei que me queres como já não sabia. Culpa minha por vezes, porque me prendo muito a acontecimentos e não a demonstrações de amor. E demonstração que mesmo não querendo foi feita, por mim, mas principalmente por ti.
Amo-te. Sabias? Mesmo quando não sei demonstra-lo, ou não sei deixar as coisas sem importância de lado, ou não consigo ser carinhosa contigo, ou quando não aceito as tuas explicações… Mas amo-te, e obrigada por neste fim-de-semana me teres demonstrado o que sentias…
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